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1º Batalhando pela Paz foi sucesso no Arruda

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Publicada em: 02 / 12 / 2014

Apresentações culturais, atividades esportivas, hip hop e grafitagem marcaram os arredores do estádio do Arruda

No último sábado (29), parte da Avenida Professor José dos Anjos, ao lado do estádio do Arruda, ficou interditada para receber a primeira edição do Batalhando pela Paz. O evento aconteceu no último sábado (29) e teve como objetivo fortalecer a mensagem de paz nos estádios de futebol e fechar o ciclo de ações dos projetos sociais da Secretaria de Educação e Esportes, executados pelo Núcleo da Cidadania, no ano de 2014. 

Logo pela manhã, crianças e jovens beneficiadas pelo projeto Esporte pela Vida, que leva escolinhas de modalidades esportivas às comunidades dos Coelhos, Saramandaia, Pilar e Peixinhos, todas na Região Metropolitana do Recife, participaram de atividades esportivas, apresentações culturais como dança africana, break e hip hop além de um lanche coletivo oferecido no local.

Roberto Augusto de 15 anos participa do projeto Esporte pela Vida na comunidade do Pilar e conta um pouco de sua experiência. “Eu acho muito legal porque tira a gente da nossa comunidade um pouquinho, a gente conhece um mundo novo, novas pessoas e lugares diferentes através do esporte”.

Já Dona Jaqueline da Silva, dona de casa e avó de Everton, que está há três anos no Esporte pela Vida na comunidade dos Coelhos, explica a importância da ação. “Acho essas atividades muito importantes porque abrem a cabeça desses meninos. Mostra a realidade, o que é importante na vida e no esporte. Meu neto mesmo é louco por futebol, mas precisa entender que cada um torce para quem quiser”.

Para a secretária executiva de Educação e Esportes, Ana Cavalcanti, as crianças que participaram desse evento (Batalhando pela Paz) tiveram a oportunidade de abraçar a ideia da paz nas torcidas, nos campos de futebol. “Que elas (as crianças) levem essa cultura de paz e de respeito ao próximo para sua rotina”.

Ações - A trupe de grafite 33 Crew coloriu o muro do estádio José do Rêgo Maciel, o Arruda, com mensagens de paz para as torcidas. A grafitagem foi realizada ao longo do ano como uma das ações do Aprendendo a Torcer.  Este projeto envolve diversas linguagens artísticas, como hip hop, teatro, dança e grafitagem. Foi dividido em três fases, nas quais visitou escolas da rede pública Estadual e Municipal, realizou intervenções artísticas em bairros da Região Metropolitana do Recife e esteve presente diretamente nos estádios de futebol de Pernambuco. Em todas as etapas, a reação do público foi imediata.

Durante o evento também aconteceu a Batalha de Break onde 32 equipes, sendo cada time com três dançarinos de várias partes do Brasil, competiram pelos prêmios R$ 1000, R$ 800 e R$ 500, primeiro, segundo e terceiro lugar , respectivamente. As equipes foram avaliadas por jurados de referência no País, que chegaram ao Recife especialmente para o evento. São eles Natana e Iago, de São Paulo, e Rock Lee, de Uberlândia. 

“Conseguimos identificar essa proximidade do movimento hip hop, de forma geral, com a juventude não só da periferia, mas também da classe média. É uma forma de inovar e dar maior visibilidade ao projeto. É preciso que a sociedade abra os olhos e enxergue essa arte de outra forma: um excelente poder de comunicação”, afirma Efren Aragão, presidente do Núcleo da Cidadania.